
Há momentos em que as palavras parecem perder todo o sentido. E no entanto são também as palavras muito do que de melhor nos fica quando partem aqueles que amamos. Mesmo quando a sua arte se dispersou por outros modos de ser e de comunicar.
À beira de fazer 42 anos, Bernardo Sassetti já possuía um percurso artístico invejável. Mais de uma dezena de discos em nome próprio, muitos outros em partilha de talento e arte e humanidade com outros nomes maiores da música, no jazz e fora dele, um estatuto de primeiro plano plenamente justificado. E alcançado, mesmo se muito ainda se esperava da sua inquietação criativa.